terça-feira, agosto 31, 2010

MUDANÇA DE FOCO

Endireitando os encurvados

(Lc 13.10-13)

INTRODUÇÃO
O texto retrata a história de uma mulher que sofria não só de uma enfermidade física, mais também mental e espiritual. Seu andar encurvado revelava seu estado de tristeza, sofrimento e depressão. Aprenderemos que se curvarmos perante as aflições de mundos, estaremos fadados a uma vida de derrota e de melancolia religiosa.

I. DEIXANDO A REALIDADE SER EXTERIORIZADA
1. A realidade do homem natural
a) Como seríamos visto se a nossa forma exterior exibisse a interior?
- se a carne moldasse ao espírito
- mortos, aleijados, coxos, cegos, surdos, mudos, andarilhos, ... (Ef 2.1);
b) Como o Senhor te enxerga hoje? Ele veria alguma deformação?
- as imperfeições sendo reveladas, sem máscaras, situação real;
- talvez você esteja ao lado de um defunto/deficiente, insensível aos apelos do Espírito Santo;
c) Se visualizássemos o contexto espiritual ficaríamos chocados com as cenas
- pessoas em convulsões, trêmulas, morrendo (similar a enfermaria de hospital público de capital)
- pessoas vivendo momentos de avivamento e depois de desespero (frio/quente)
d) Muitos fugiriam do espelho com vergonha de si mesmo
2. A realidade da mulher
a) Independente do seu estado se encontrava na sinagoga
- talvez fosse uma personagem comum, apesar de sua deficiência;
- sozinha entre a enorme quantidade de pessoas;
b) A enfermidade fazia com que andasse encurvada
- entre a multidão passava-se despercebida;
c) Imaginem como era seu relacionamento com a família, amigos, seus sonhos e projetos
3. A realidade de Jesus
a) Ele veio para os doentes, para que em nós se manifeste Sua glória (Lc 4.18-19)
b) Sua misericórdia é a causa de não sermos consumidos (Lm 3.22)
- alivia as almas aflitas e enfermas de seus flagelos;
c) Jesus notou a mulher entre a multidão
- hoje Ele te vê, você está preso ao Seu olhar; Ele quer te alcançar;

II. DEIXANDO AS AFLIÇÕES PELAS PROMESSAS
1. Encurvando-se perante as aflições
a) Há dezoito anos padecia daquela enfermidade
- olha fixo ao chão;
- não contemplava as pessoas nos olhos;
- não contemplava as belezas do céu;
b) Sua vida parece ter perdido o brilho natural
- aprisionada e amarrada à realidade cruel, afligida diariamente por satanás;
c) As lembranças do passado aumentavam sua agonia
- o vigor e a beleza de outrora ante a realidade do presente, atrofiava cada vez mais seu corpo;
d) Existem pessoas ao nosso lado que anda igual a essa mulher
- perderam a alegria do presente e andam encurvados presos a lembranças de vigor do passado;
e) Eventualmente tentam contemplar a beleza de Jesus
- avivamento esporádico e não permanente;
- diferença de domingo à noite para segunda-feira de manhã;
2. Preso ao contexto e a realidade pessoal
a) Dezoito anos olhando na própria direção, projetando o “eu”
- cada vez mais se encurvava e olhava para baixo;
- anos de dor, presa a situação, vivendo como animal, como acorrentada
b) Visão limitada, pois olhava para baixo
- para terra e ao pó, para a vida material e não celestial;
- sem esperança aguardava a morte;
c) Falsa religiosidade e evangelho de fachada
- ao lado da fonte da vida morrendo de sede, ao lado do pão da vida morrendo de fome;
- aprisionados por satanás, que os impedem de chegar a água e ao pão;
d) Numa sociedade capitalista é cada vez mais presente a insatisfação humana
- uma insatisfação pode levar a desilusão, stress, apatia, desânimo, depressão;
e) Essa situação pode afundar o ser humano cada vez mais numa vida vegetativa
- nessa situação muitos rejeitam tratamento e o reavivamento do Espírito Santo;
- pessoas amargas que vivem a lastimar e maldizer sua vida;
f) Resistem ao gozo impactante do Espírito no meio da igreja e não se alegram
- acham o culto frio e sem graça, retrato de suas vidas tristes;
- buscam textos melancólicos da Bíblia para fundamentar sua realidade;
3. Tratando as desilusões
a) A desilusão não deve apenas se combatida, mas tratada
- não é criticando e culpando, mais promovendo meios para que o mesmo reaja;
- a enfermidade da alma é tão real como a física;
b) Bons conselhos para que se mantenha uma vida ereta diante das circunstâncias
- aconselhar é diferente de atormentar;
- pessoas acompanharam a deformação dessa mulher;
c) Entregar-se a desilusão é se tornar uma presa fácil a satanás
- um sabiá preso ao laço do passarinheiro;
- precisa ter atitude para quebrar essa barreira e alçar a voz em louvores ao Senhor;
- sair dessa cova sóbria e de desespero e contemplar o nascer do sol da Justiça;
4. Jesus o Libertador
a) Jesus nos chama para mudar o foco de nossa visão (1Jo 3.8)
- ter atitude para mudar o cenário, reanimar o próprio espírito;
- ter olhar de águia e não de galinha, pois ele tem poder de levantar o mais encurvado;
- em segundos Ele pode nos tirar do monturo e nos colocar entre os príncipes (Sl 113.7-8);
- em segundos Ele destrói as muralhas que o inimigo construiu ao longo dos anos (Hb 11.30);
b) Apesar de encurvada a mulher freqüentava a sinagoga
- é na casa de oração que alcançamos a vitória, pois nela Jesus está;
- independente do estado físico, mental ou espiritual, somos filhos de Deus e é na Sua casa que somos libertos;
- mesmo no cativeiro nosso espírito é livre para adorar o Senhor;
- quanto mais Davi era provado, mais bonito era seu cântico
- confiando que o choro pode durar uma noite, porém a alegria vem ao amanhecer (Sl 30.5);
c) Com sua palavra Jesus destruiu a ação de satanás sobre a vida da mulher
- Jesus a viu, chamou, falou e a tocou, Ele quer fazer o mesmo com você hoje;
- Jesus com seu olhar de ternura contempla as suas lágrimas, realidade e labor;
- a ação do inimigo serve apenas para o crente glorificar a Deus;
d) Hoje Jesus que ter soltar e libertar você da (Jo 8.36):
- insônia, coração atribulado, vida sem esperança, medo, tristeza, melancolia, apatia, stress, desilusão, depressão;

CONCLUSÃO
Somos de Cristo. Ele te comprou com Seu sangue. Nosso nome está escrito no Livro da Vida. O inimigo só age no espaço que Deus determinar. Não sei o que te tem aprisionado, mais te apresento Jesus que tem poder de endireitar, de por de pé e trazer um novo cântico a sua vida. Encontre-se com Ele e veja o milagre que se fará em sua vida.

sábado, julho 31, 2010

OS DEZ MANDAMENTOS

Uma prova de fidelidade!

Êx 20.1-17

INTRODUÇÃO
O texto em questão mostra Iahweh como autor da escolha, livramento e criador da nação israelita. O deus libertador era também legislador. A promulgação da Lei revela o caráter moral de Deus (Mt 5.48). A gratidão ante o livramento requer do povo obediência a Lei Divina. Aprenderemos que nossa libertação do pecado mediante o sacrifício de Cristo requer também obediência.

I. O PROPÓSITO DA LEI DIVINA
1. Advém de um pacto/Aliança (Êx 19.1-8; 20.2)
a) O pacto da lei não teve a intenção de ser meio de salvação
- todo contrato é celebrado por direitos e deveres
b) Celebrado após a redenção alcançada mediante poder e sangue (Êx 20.1-2)
c) Pela graça Israel estava restaurado a ter uma justa relação com Deus, isto é, Israel já era seu povo
d) A Lei visava ajudar o povo a manter uma relação mais íntima com Ele
f) A motivação para cumprir a lei deveria ser o amor e a gratidão a Deus por havê-los redimido e feito filhos seus
2. As promessas condicionadas à obediência do povo (Êx 19:5, 6)
a) Seria sua "propriedade peculiar" ou possessão
- implica tanto um valor especial como uma relação íntima;
- o Senhor escolheu a Israel dentre todas as nações para seu povo especial e para ser como sua esposa.
b) Seria um "reino sacerdotal"
- Israel teria acesso a Deus e deveria representar o Senhor, seu Rei, perante o mundo inteiro
c) Seria "povo santo”
- diferente das nações pagãs que o rodeavam, uma nação separada para ser de Deus, a quem serviria e prestaria culto.
d) Essas promessas alcançam a igreja, o Israel de Deus (1Pd 2.9, 10)
3. O Propósito da lei
a) Proporcionar uma norma moral onde Israel demonstrar ser filho de Deus, vivendo uma justa relação com seu Criador e com o próximo
- atua como um mestre ensinando e ajudando o povo a manter a relação com Deus (Gl 3.24)
b) Demonstrar que Deus é santo e que Ele exige a santidade de toda a raça humana
c) Mostrar à humanidade seu estado pecaminoso e fazê-la entender que somente mediante a graça pode ser salva (Gl 3.24, 25).
4. A abrangência da Lei
a) A Lei trouxe um sistema de sacrifícios e cerimônias para que o pecado fosse retirado;
- Jesus cumpriu o rito sacerdotal por meio de seu sacrifício (Hb 7.22-28)
b) A salvação é pela graça (Ef 2.8-9)
c) Os profetas demonstraram que sem fé e amor as formas, cerimônias e sacrifícios da lei de nada valiam (Mq 6.68; Am 5.21, 24; Os 6.6; Is 1.1-15)
d) A Lei não é o meio para se alcançar a salvação, mas o caminho, o mestre e a norma de conduta
e) O decálogo foi ratificado em dois 02 grandes mandamentos no Novo Testamento (Mc 12.22-31)
- Jesus não veio abolir a Lei, Ele a cumpriu por nós (Mt 5.17-20)

II. A LEI DIVINA PROCLAMADA
1. Preparativos e sinais (Êx 19.9-25)
a) A presença de Iahweh foi manifestada por sinais: nuvens, trovões, relâmpagos, sonido da buzina e o monte fumegando (v 16)
b) A santidade de Deus foi requerida antes, durante e depois da promulgação do decálogo
- o povo teve que se santificar (v 10)
- foi demarcado limites ao redor do monte para que não o tocassem (v 12)
c) Demonstra a grandeza inacessível de Deus e sua sublime majestade ante sua criação
d) Jesus por seu sacrifício reatou nossa comunhão com Deus (Jo 14.6-7)
2. O decálogo (Êx 20.1-26)
a) Seu nascedouro foi Deus
b) Escrita em duas tábuas de pedra e guardada dentro da arca durante séculos
- o povo saia do Egito, nação politeísta, necessitando aprender a conviver com um único Deus
c) No tabernáculo servia para lembrar o povo de que deviam viver de acordo com ela
d) Se dividem em:
- os quatros primeiros relações que devem imperar entre os homens e Deus
- os restantes têm que ver com as relações dos homens entre si
e) Por isso, que Jesus os resumiu em 02 grandes mandamentos (Mc 12.22-31)
3. O significado do decálogo
a) 1º Mandamento - A unicidade de Deus (v 3)
- "Não terás outros deuses diante de mim."
- há um só Deus (monoteísta) e só a ele havemos de oferecer culto
- qualquer outro tipo de adoração é violação do primeiro mandamento (Mt 6.24)
- existem deuses internos e externos, porém todos falsos
- não basta acreditar, mais devemos reconhecer e obedecer sua autoridade moral
- o verdadeiro Deus não tolera rivais (Êx 34.14), foi a principal razão dos cativeiros
b) 2º Mandamento - A espiritualidade de Deus (v 4)
- "Não farás para ti imagem."
- a imagem promovia cultos politeístas, isto é, conduz a idolatria
- imagem refere-se a esculpir qualquer objeto no céu ou na terra (Is 30.22; 40.19; 44.10; Jr 10.4)
- adorar/venerar imagens ou deuses falsos,
- prestar culto ao verdadeiro Deus em forma errada
- tais coisas degradam ao Criador, pois Ele é espírito e não tem forma
- o cristianismo ao juntar-se com o paganismo criou várias formas de sincretismo religioso
c) 3º Mandamento - A santidade de Deus (v 7)
- "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão."
- inclui qualquer uso do nome de Deus de maneira leviana, blasfema ou insincera
- inclui ainda: forma trivial (Ó meu Deus!), nas artes mágicas e nos juramentos falsos ou não(Lv 19.12), misturar Seu nome com deuses pagãos, bruxaria (invocar mortos).
- deve-se reverenciar o nome divino porque revela o caráter de Deus
- Jesus proibiu terminantemente jurar pelas coisas sagradas (Mt 5.34-37)
- nossas ações devem ser verdadeiras, sem recorrer a juramentos
d) 4º Mandamento - A soberania de Deus (v 8)
- "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar."
- um dia da semana pertence a Deus, dia de descanso e observância espirituais
- visa reconhecer a soberania de Deus guardando o dia de repouso
- esse dia dedicamos ao Senhor que é o Criador a quem devemos culto e serviço
- "santificar" o dia significa separá-lo para culto e serviços religiosos
- a guarda do “sábado” era o sinal do pacto mosaico, mas sob a graça todos os dias podem ser guardados (Gl 4.10)
e) 5º Mandamento - Respeito aos representantes de Deus (v 12)
- "Honra a teu pai e a tua mãe."
- não apenas uma regra religiosa, mas social uma vez que os atos domésticos afetam a sociedade
- honrar a Deus implica em honrar os pais
- o homem que não honra a seus pais tampouco honrará a Deus, pois esta é a base do respeito a toda a autoridade
- ir contra a autoridade dos pais na Bíblia é tratada como insensatez (Pv 30.17) e recebiam castigo (Êx 21.15,17)
- apóstolo Paulo rememora esta relação pais e filhos (Ef 6.1-3)
f) 6º Mandamento - A vida humana é sagrada (v 13)
- "Não matarás."
- proíbe o homicídio, pois a vida do homem é a sua mais preciosa possessão
- a Bíblia e a morte (Êx 20.12,13; 21.15-17,21; Gn 9.6; Dt 20.1-4; 24.7; 1Sm 31.4,5)
- tipos de mortes: natural, homicídio, acidente, pena de morte, em guerras, suicídio, eutanásia
- Jesus expande a interpretação deste mandamento incluindo o ódio, a inveja, a má vontade e o assassinato de caráter (Mt 5.21,22)
g) 7º Mandamento - A família é sagrada (v 14)
- "Não adulterarás."
- os cônjuges devem-se honrar mutuamente
- visa proteger o matrimônio como uma instituição sagrada instituída por Deus
- inclui tanto o homem como a mulher (Lv 20.10; Hb 13.4).
- Jesus expande a interpretação deste mandamento incluindo não apenas o ato como o olhar impuro (Mt 5.27,28)
h) 8º Mandamento - Respeito à propriedade alheia (v 15)
- "Não furtarás."
- temos o direito de possuir as coisas, de maneira honesta
- ser subtraído e privado delas arbitrariamente é furto (ausência) ou roubo (presença)
- outros exemplos explorar o empregado, não prestar o trabalho correspondente ao valor combinado, cobrar demasiado, descuidar da propriedade do senhor, corrupção, qualquer ato desonesto de fraudar
i) 9º Mandamento - A justiça (v 16)
- "Não dirás falso testemunho."
- inclui tanto o sistema judicial (Êx 23.1) como o individual (Dt 19.16-20), a verdade terá de ser dita
- sua prática arruína a vida e a reputação de uma pessoa e impedindo-a de receber tratamento justo por parte dos outros
- a mentira tem que ser abolida, pois quem a pratica não herdará os céus (Ap 21.7-8; 1Co 6.9-10)
j) 10 Mandamento - O controle dos desejos (v 17)
- "Não cobiçarás."
- a cobiça é o ponto de partida de muitos dos pecados contra Deus e contra os homens
- trata de cobiçar os bens materiais do próximo
- quem não cobiça, também não mata, adultera ou furta

CONCLUSÃO
Deus corresponde com misericórdia para com aqueles que permanecem fiéis aos seus mandamentos (Êx 20.6). Os israelitas prometeram solenemente cumprir toda a lei, mas não perceberam quão fraca é a natureza humana nem quão forte é a tendência para pecar. Os mandamentos ainda continuam como preceitos morais a serem praticados pela Igreja.

quarta-feira, junho 30, 2010

CHEGOU A SUA VEZ

Mudando o foco em nossas vidas

Jo 5.1-9

INTRODUÇÃO
Os Evangelhos retratam a vida terrena de Jesus. Em seu ministério vemos várias curas e milagres. Este em especial é relatado apenas no Ev. De João, onde o autor nos conclama a mudança de foco. Na breve exposição a seguir vamos extrair diretrizes importantes ao nosso viver diário.

I. A REALIDADE HISTÓRICA
1. A festividade em Jerusalém (v. 1)
a) A festa não é determinada pelo autor
b) Dentre as possíveis festas encontram-se a da Páscoa, Tabernáculos ou Pentecoste;
c) Os acontecimentos desta festa introduziram grandes controvérsias entre os religiosos e Jesus
2. O tanque de Betesda (v. 2)
a) Betesda significa "Casa de Misericórdia"
- sobre sua sombra os enfermos se abrigavam em busca da cura milagrosa
b) Lugar de egoísmo, pois cada um buscava seu interesse
- o mais forte ou influente prevalecia sobre os demais
- contrário ao Reino dos céus onde muito dos últimos serão os primeiros (Mt 19.30)
c) Lugar de sofrimento físico, mental e espiritual
- todos queriam a cura, por isso competiam e se tornavam adversários
- depressão, ansiedade, stress, reclamação, insatisfação, baixa-estima, tensão, inveja, dentre outros males atingiam os presentes
3. A multidão de inválidos (v. 3)
a) Não perceberam a presença daquele que tem nas mãos o poder de curar
- imagine o lugar: um tanque, cinco entradas, repletos de enfermos (paralíticos, cegos, cochos...)
- alheios em seus problemas não olharam para Jesus, que passeava entre eles (Mt 28.20)
b) Esperavam o movimento das águas para serem curados
- o foco da adoração era o anjo, o tanque, a tradição,...
- é mais fácil acreditar em simpatias do que no poder de Jesus que opera no sobrenatural;
- muitos estão a espera de experiências notáveis, desprezam/negligenciam Jesus que está ao seu lado
c) Quantos na igreja incrédulos e alheios ao Evangelho da Salvação (Is 55.7)
- há quantos anos você freqüenta a igreja e não é curado
- não conhece Jesus, não tem intimidade do Ele
- Ele está na Igreja, mais quem o buscará? Quem clamará por Ele?
4. A superstição (v. 4)
a) Não se adéqua a lógica formal
- normalmente se relaciona com adivinhação, magia, astrologia, psicologia, ...
- advém de uma tradição, senso comum, crença que afirma existir uma relação causal entre o acontecimento e um poder invisível;
- não podemos precisar a origem de tais milagres
b) Com suas próprias ações e esforços buscavam a cura ao invés do dono da cura
- muitos querem ver anjos, fogo, raios e trovões, contudo Deus age também, na simplicidade
c) Deus age de várias maneiras, pois não é preso a ritual e suas ações sobrepõem nossas expectativas
- Suas Palavras acalentam o coração e fortalece a fé e a esperança do necessitado
- Jesus é maior que o rito e a superstição
d) Olhar para Jesus e ser salvo é o Evangelho do Reino, porém ficar a beira do Tanque é evangelho dos homens;

II. A REALIDADE DE UM HOMEM
1. Paralítico (v. 5)
a) Padecia a 38 anos de uma espécie de paralisia
- a indicação do tempo não determina sua idade
- pelo tempo e condição depreende-se a idéia de esgotamento dos recursos financeiros e medicinais
- supõem que o mau que o afligia adveio de algum pecado cometido por ele no passado (v. 14)
b) Desiludido por sua deficiência e sem esperança, apenas contemplava a cura dos outros, e você?
c) Não estava ansioso, pois necessitava da solidariedade de alguém
d) Deitado em seu leito buscava sobreviver
e) É um tipo da humanidade enferma por causa do pecado e impotente para curar-se
- pessoas estão paralisadas a espera de movimento, porém Jesus é o meio para a cura
2. Chamou a atenção do Mestre (v. 6)
a) Dentre a multidão Jesus o achou
- não é a multidão que percebe Jesus e sim ele que percebe um homem (Jo 15.16)
- este se diferenciava dos demais, pois sua desilusão era notória
- Jesus conheceu sua história e se moveu de íntima compaixão
b) Era chegada a sua vez
- Deus amou a Jacó e aborreceu a Esaú (Ml 1.2,3; Rm 9.13)
- Deus se agradou da oferta de Abel e rejeitou a de Caim (Gn 4.1-5)
- quando chegar a sua vez, não adianta ninguém impedir
3. A inquietante pergunta: “Queres ficar são?”
a) Parece ser uma pergunta óbvia
- desviar a atenção do paralítico das águas do poço para Ele (mudança de foco)
- desejava reter todos os sentidos e emoções do paralítico
b) Jesus almejava estimular a fé, reavivar a esperança
- por ser sábado não era usual haver curas
- parar de reclamar e começar a nutrir o desejo de ser curado
4. Uma resposta limitada ao problema (v. 7)
a) Mostra o desejo de ser curado
- mas vinculava a cura a uma condição humana (solidariedade)
- não havia da parte dele resistência a ser jogado nas águas
b) Não respondeu efetivamente a pergunta
- conhecia a reputação do tanque, mas desconhecia a de Jesus

III. A REALIDADE TRANSFORMADA PELO MILAGRE
1. A condição humana não interfere no milagre divino
a) Jesus efetuou a cura sem pedir nada em troca, usando de bondade e misericórdia
b) Jesus não foi ao Tanque para ver o movimento das águas, mais para abençoar as pessoas
c) Deus avalia a motivação/intenção e não o exterior (Pv 16.2)
2. Três palavras dotadas de poder (v. 8)
a) “Levanta-te”
- a cura foi efetuada não pelo som das palavras, mais pelo poder de Jesus
- nervos enrijecidos e músculos atrofiados se constituíam em empecilhos;
- ordem que requer atitude do enfermo
b) “Toma o teu leito”
- colchão rude, por exemplo, uma “esteira”; leve, flexível, fácil de enrolar e carregar
- desafio, pois além de ficar em pé deveria carregar o próprio leito
c) “e anda”
- quem não podia andar é chamado a dar passos
3. O milagre é imediato (v. 9)
a) “Logo ficou são”
- cura instantânea, total e permanente
- sofrimento de 38 anos transformados num piscar de olhos
b) “tomou o seu leito”
- testemunho poderoso do poder de Jesus
c) “e andava.”
- não perguntou o nome de seu benfeitor, mais ao saber com coragem o divulgou as autoridades
4. Lições:
a) Devemos tirar os olhos de nossos diversos tanques e direcioná-los a Jesus
b) Não importa nossas superstições e ritual
c) Não importa a multidão de pessoas à espera de um milagre
d) No tempo certo seremos alvo do olhar de Jesus
e) Quando chegar a nossa vez o milagre é certo
- independe de nossa fé (apesar de ser requisito essencial para o milagre), pois a graça de Jesus é soberana
f) Nossa realidade será mudada independente de nosso contexto

CONCLUSÃO
Onde você tem depositado sua esperança. No tanque ou em Jesus? “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente” (Hb 13.8). Mude o foco de sua vida, pois apenas em Jesus alcançamos a vitória. Ele está aqui! Será negligenciado de novo? Você quer ser curado? A cura pode ocorrer aqui e agora. Você crer?

segunda-feira, maio 31, 2010

LEI DA SEMEADURA E DA COLHEITA

Colhemos o que plantamos
(Gl 6.6-10)

INTRODUÇÃO
O assunto não é abordado com profundidade nas Igrejas e quando ocorre sempre vem atrelado com a área financeira. Tem sido o principal tema dos adeptos da “Teologia da Prosperidade”, onde o céu se transforma numa agência financeira e Deus num grande bancário.
O estudo de hoje propõe uma análise mais focada no princípio norteador desta Lei que rege a todos os seres e não a um grupo especifico. É uma lei que não se pode mudar na esfera humana, você colhe aquilo que planta e aonde planta.

I. ASPECTOS RELEVANTES DAS LEIS
1. A soberania de Deus
a) Somos estimulados em toda a Bíblia a pratica do que é bom (Ec 12.13-14)
b) A Bíblia em sua mensagem redentora descreve em suas páginas a entrega, a doação, a vontade própria subjugada em favor do próximo (Mc 12.30-31)
c) Deus não se deixa enganar e escarnecer (v.7)
- recompensa o homem de acordo com suas ações (Jr 17.10);
2. O livre arbítrio do homem
a) O ciclo da semeadura é constante (Gn 8.22)
b) O homem é que determina a espécie de semente que ira plantar
c) É necessário ter intenção de semear, pois o preguiçoso nada terá (Pv 20.4; 21.25)
d) Por exemplo: se você quiser um emprego. O que deve semear?
3. A escolha do solo
a) Cada semente tem seu tempo e solo apropriado
- a escolha do solo influência o resultado (Mc 4.1-8);
b) Terreno da carne ou terreno do Espírito?
- fazer o bem ou fazer o mal?
c) Uma vez enxertados em Cristo, nossas sementes são para o Reino de Deus (Jo 15.1-8)
d) O Reino de Deus é um grande campo onde se cultiva novas vidas (Mc 4.26-29)
4. Princípios básicos
a) O resultado (fruto) da colheita é inerente a espécie que foi plantada;
b) A colheita ocorre na área em que foi plantada a semente;
c) Existe um tempo entre a semeadura e a colheita;
d) Nunca colhemos na proporção que plantamos;

II. A LEI DA SEMEADURA
1. A semeadura requer uma atitude
a) Tudo o que semeamos a seu tempo colheremos (Pv 26.2)
- é um ato de fé, pois nem sempre o contexto parece favorável para se lançar a semente;
b) A semeadura resulta numa colheita, seja ela boa ou má (Pv 12.14)
- a semeadura é opcional mais a colheita é obrigatória;
c) Estamos sempre semeando por meio de nossas ações e atitudes;
- o ato de não semear comprometerá o futuro;
d) Existem vários tipos de sementes:
- sementes para uso pessoal;
- sementes para ajudar o próximo;
- sementes para semeamos;
2. A semeadura material (Os 8.7)
a) A semente precisa morrer para viver e dar fruto (Jo 12.24)
b) A origem é segundo a espécie (Gn 1.11)
c) Quem almeja um bom resultado escolhe as melhores sementes (selecionadas)
3. A semeadura carnal (v. 8a)
a) Trata-se da velha natureza humana – decaída pelo pecado (Rm 7.19)
b) Conduz o homem a prática dos frutos da carne (Gl 5.19-21)
c) Seu resultado e avassalador (Pv 22.8)
- devemos subjugar o velho homem e deixar que a nova criatura exerça seu papel diante de Deus (Jo 3.30)
4. A semeadura espiritual (v. 8b)
a) A semente divina está dentro de nós (1Jo 3.9);
b) Manifesta pelas virtudes do fruto do Espírito Santo (Gl 5.22-23)
- Jesus morreu em corpo terreno, mais ressuscitou em corpo glorificado (Gl 3.13-14);
- até hoje seu ato produz fruto neste mundo (Mt 13.37-38);
- Deus escolheu a melhor semente que tinha e plantou nesse mundo (Jo 3.16);
c) Somos levados a plantar por fé, para ver em nossas vidas o sobrenatural (1Tm 6.12)
d) Ofertar é melhor que receber (At 20.35)
e) A semente para o mundo é a Palavra de Deus

III. A LEI DA COLHEITA
1. O resultado é temporal
a) Cada semente tem o seu período de germinar, crescer e dar frutos (Tg 5.7)
b) Não há resultados imediatos, pois o fruto é um dos últimos estágios
c) A semeadura visa um resultado futuro (Ec 11.6)
- colhemos hoje o que plantamos no passado e colheremos amanhã o que plantarmos hoje;
2. O resultado é previsível
a) Colhemos na área que plantamos (Tg 3.12);
- amor, finanças, alegria, união,....
b) A colheita é maior que a semeadura (Sl 126.5,6)
- pois sempre recebemos mais do que plantamos (milho – espiga; vento – tempestade)
c) Colheita não é questão de sorte, por isso não espere aquilo que não plantou
3. O resultado é proporcional
a) Quem semeia pouco colhe pouco (2Co 9.6,10)
b) Quem semeia muito colhe muito (Lc 6.38)
c) Regra: Quanto mais se semeia (dá) mais se colhe (recebe)
- lógica diferente da “Poupança” (guardar para ter);
d) Boa parte do que plantamos colhemos em vida

CONCLUSÃO
Seja prudente. Semeie boas sementes. Plante aquilo que deseja colher. Quem quiser:
- milagre deve plantar fé;
- ter bênção financeira deve investir no Reino de Deus;
- ter um casamento feliz deve plantar um bom relacionamento;
- ter um ministério poderoso dever plantar uma vida consagrada;
Qual tem sido o resultado de sua colheita?
Mude sua história a partir de hoje!

sexta-feira, abril 30, 2010

SEMENTE PARA SEMEAR!

Comendo ou semeando?
(Mc 4.26-29)

I. INTRODUÇÃO
Jesus veio a este mundo e como lavrador lançou a semente do Evangelho. Essa semente germina e cresce mesmo sem a interferência do homem. O homem e a sua necessidade são instrumentos para esse processo. Deus não nos chama para nos acomodarmos, mas para nos tornar confortadores, semeando a Palavra de Vida (2 Co 1:4). A ênfase do estudo se dará num aspecto mais interno e externo que envolve a vida do cristão, e não estritamente no sentido escatológico do texto.

II. LANÇAR A SEMENTE (v. 26)
1. O que é a semente?
a) É a Palavra de Deus (Lc 8.11);
b) É a natureza espiritual implantada na nova criatura mediante a regeneração (Ef 2.5;Jo 1.13);
- representa o começo da vida espiritual (2Co 5.17);
c) Somos nós, quando o Senhor da colheita planta e enterra Cristãos como sementes em um campo, que é o mundo (Is 61.11);
2. Para que semear?
a) Para cumprimos nosso projeto (Mt 3.8-10; Jo 15.2,4,16);
b) Para alcançarmos a vida eterna (2Co 4.11,12), mediante a transformação de nosso caráter (Rm 12.1,2);
c) Para conduzirmos todos ao conhecimento da verdade (Lc 1.77; 1Tm 2.4);
d) A Lei da semeadura – você colhe o que planta (Gn 1.11; Gl 6.8);
- o resultado de colheita e inerente a sua semeadura (2Co 9.6);
3. Como Semear?
a) Anunciando o Evangelho (Mc 16.15;1Co 9.16; Lc 9.2);
b) Vivendo de forma condizente com a Palavra de Deus – produzindo frutos dignos de arrependimento (Gl 5.22;LC 3.8a);
c) Com fé e esperança, na expectativa de uma grande colheita (Gn 8.22; Ec 11.6);

III. O PROCESSO DE CRESCIMENTO (vv. 27-28)
1. Independe da ação do lavrador (1Co 3.6,7)
a) Jesus pregoou as Boas Novas de Salvação (Mt 13.24,37-38a);
- por meio de sua vida reconciliou Deus com os homens (1Tm 2.5);
b) A semente foi lançada e precisa germinar e crescer (Sl 126.6; Is 55.11);
- não é o Pastor que gera ovelha e sim ovelha que gera ovelha;
- pastor conduz ovelhas a ser tornarem adultas;
c) O crescimento é um processo sobrenatural (Tg 5.7);
- exige paciência e perseverança, pois não é por força e violência que aceitamos Jesus;
- é um processo de mudança interior provocada pela ação do Espírito de Deus (Ef 3.16;1Pe 3.4);
2. A terra por si mesma frutifica
a) Nós somos a terra sobre a qual é lançada a semente do Evangelho – nossos corações (Mt 13.8,23);
b) O mundo é o solo sobre o qual Deus injeta cristãos para produzirem frutos;
c) Há vida na semente e nutrientes no solo, porém sem o sobrenatural de Deus dia/noite nada se produzirá (Hb 6.7);
3. Como se dá o crescimento?
a) A erva – nosso conhecimento da nova vida (Gl 4.1,2), início da fé;
b) A espiga – nossas atitudes mediante o processo de santificação (Hb 12.4,14);
c) O grão cheio na espiga – maturidade, estatura de varão perfeito (Ef 4.13; Cl 1.27; Gl 6.14);
- muitos querem ter “grãos cheios na espiga”, porém este estágio se dá ao fim do processo;
4. O grão de milho
“O grão de milho pode ser bonito, mas é duro. O germe da vida está trancado dentro de sua concha e não pode sair. Nessa forma, nada produz. Eis a razão porque tantos Cristãos, mesmo pregadores, são tão infrutíferos. Apenas um ou outro é ganhador de almas. Quando o grão de milho é enterrado ele morre e aquela dura superfície exterior amolece e apodrece, a fim de nutrir o jovem renovo, o qual de outra forma morreria causando assim o fracasso da colheita. O indivíduo deve considerar-se morto para o duro e frio ‘Eu’ egoísta antes que a influência amolecedora do Espírito Santo possa operar, qualificando o crente para o serviço a Deus. Muitos desejam fazer o trabalho de Deus, mas são incapazes, por causa da ‘carne’ em suas vidas”.
a) A lei do sacrifício próprio – Jesus morreu por nós e ressuscitou em vida (Lc 24.1-7);
b) Nós morremos para o mundo a fim de ressuscitarmos em Cristo (2Co 4.10; 7.3);
- devemos mortificar os desejos carnais (1Co 15.36; Fp 1.21);

IV. A HORA DA CEIFA (v. 29)
1. O fruto Maduro
a) Esperamos os grãos, porém Cristo espera a colheita;
- frutos pessoais (de uma vida em santidade) e frutos universais (de uma vida de evangelização);
b) Aquela pessoa que já passou pelo processo de convencimento e está pronta para aceitar Jesus;
c) O temor do grão de trigo em ser recolhido, lhe dá motivação para continuar frutificando (Jo 12.24; Mc 8.35);
- cada semente tem o tempo de germinar, crescer e frutificar;
2. Usando a Foice
a) A Palavra de Deus é como uma espada de dois gumes (Ef 6.17; Hb 4.12);
- a foice é uma ferramenta para colher a plantação (Ap 14.14-19)
b) Quem convence é o Espírito Santo (Jo 16.8-10);
- mediante um ato do livre arbítrio inerente ao homem que deseja ser salvo;
c) Quem leva a Palavra (1Pe 1.12) e realiza o convite é o Cristão (Lc 5.32;At 17.30);
3. É chegada a Ceifa!
a) Nos somos os profetas da última hora – atalaias de Cristo (At 1.8; Mc 1.15;Jr 50.16;);
- a ceifa dura apenas 07 semanas (Dt 16.9,10), trabalho árduo que trazia grande alegria no final;
b) Temos que trabalhar para nosso senhor – é uma ordem de Jesus (Jo 4.38);
- se passar da época o fruto se perde. Vamos sair da inércia e resgatar almas para o reino;
- o que de graça recebemos, entregamos. Semente é para semear (Mt 10.5-8);
- cuidado com a obesidade espiritual, exercita a sua fé, pregando o Evangelho.
c) O fim se aproxima – guerras, violências, mortes, pestes, fome, apostasia, falsos mestres,...;
- cumprimento da palavra (1Jo 2.18);
d) Haveremos de prestar contas (Rm 14.12;Hb 4.13;1Pe 4.5)

IV. CONCLUSÃO
Há muito mais na vida Cristã do que apenas sermos salvos. É necessário que Ele planeje nossa transformação de semente a grãos cheios na espiga. Devemos viver no projeto que Deus construiu para nossas vidas. Mais um ano se passa! Estamos dando fruto? Se hoje tivéssemos que prestar contas, o que apresentaríamos ao Senhor? Pense, a riqueza do mundo passa, mais a espiritual não!

quarta-feira, março 31, 2010

GETSÊMANI


Os que seguiam Jesus
(Mc 14.32-34)

INTRODUÇÃO
Estamos frente a uma das narrativas mais humanas de Jesus. O ápice de Sua experiência. Momento em que necessitava do consolo de seus amigos. Porém, nesta longa noite ficou só. Este texto ensina a necessidade de integridade, fidelidade e companheirismo que deve haver entre aqueles que se dizem cristãos. Dividiremos o tema em dois segmentos.

I. OS QUE FICARAM SENTADOS ENQUANTO JESUS ORAVA (v. 32)
1. Apenas acompanhavam
a) Não estavam no rol dos amigos íntimos
b) Compunham o grupo da maioria
- temos que ter atitude e fazer a diferença, sair da mesmice, da “vala comum”;
c) Acompanhamento não é sinônimo de comprometimento
- Jesus nos chamou para sermos um com Ele (Jo 15.4-5);
2. “Assentai-vos aqui, enquanto eu oro” (v. 32b)
a) Jesus padeceu como homem (Hb 5.7-8)
- esvaziou-se de sua Glória (Fp 2.5-7);
b) Esse grupo desconhecia a aflição do Líder;
- apenas expectadores e não participantes de seu ministério;
- se você soubesse o que se passa no coração de Jesus.... teria outra atitude;
c) Não tinham intimidade com Jesus
- alheios aos problemas que os cercavam, perdidos em seus próprios dilemas;
- vida espiritual raquítica, ministério apagado e embotado;
3. Conseqüências:
a) Ficar fora do rol de intimidade de Cristo
b) Não conhecer ou vivenciar experiências pessoais com Ele
c) Ser deixado de lado em projetos especiais do Reino de Deus

II. OS QUE DORMIRAM ENQUANTO JESUS ORAVA (vv. 33-41)
1. Rol de amigos chegados e especiais
a) Pedro e os filhos de Zebedeu (Tiago e João)
- testemunhas que contemplaram a transfiguração (Mt 17);
b) Jesus tem seus prediletos, não adianta fazer oposição
- Deus amou Jacó e aborreceu a Esaú (Ml 1.2-3);
- se você é um dos favorecidos de Deus teus inimigos terão que aceitar;
c) Foram ao Getsêmani (lagar/prensa de azeite), localizado ao pé do Monte das Oliveiras
- dentre os demais foram nomeados para manterem a vigília junto com o Mestre;
2. Acerca do azeite
a) Óleo extraído da azeitona, de outras frutas ou da gordura de certos animais;
b) Uso (Pv 27.9; Mc 6.13; Lc 10.34; Hb 1.9; 1Rs 17.14)
- geral – comida, luz, purificação, higiene corporal, cosmético;
- Pessoas – medicinais, alegria, higiene, honra (falecidas/ hóspedes);
- Objetos – ungir, separar e consagrar ao Senhor;
c) Um dos símbolos do Espírito Santo (1Jo 2.20,27 - “Vós tendes a unção dos santos”)
- atributos do Espírito Santo - abre os céus, consola, convence, dá acesso ao Pai, da fruto, dá ousadia, intercede, inspira, ensina , revela, testifica...;
- Sua presença traz p/ o Cristão – sensibilidade contra o pecado, desejo pela retidão, percepção do juízo divino, adoração a Deus...;
- Sua presença traz p/ a Igreja – mensagens proféticas e louvor, visões, manifestação dos dons, oração e intercessão, amor a palavra de Deus, desejo em resgatar as almas perdidas...;
- Nos leva à vida eterna, receber galardões, reinar com Cristo...;
d) No Getsêmani temos comunhão intima com Deus e somos agraciados pelo Espírito Santo;
3. “A minha alma está profundamente triste até a morte;”
a) Participaram do pavor, da tristeza e da angústia de Jesus
b) Jesus precisava de apoio e consolo, pois se sentia aterrorizado, atônito...
c) Jesus homem sofria ante a sentença de morte de cruz
- o peso e a negridão do pecado montavam um cenário de densas trevas e tormenta, onde Satanás e seus adeptos apostavam na derrota;
- agonia era real e sem paralelo humano (2Co 5.21);
d) Outros personagens vivenciaram momentos similares
- Jonas (Jn 4.9); Davi (Sl 22.16; 40.13);
4. “Ficai aqui e vigiai.”
a) Como líder adiantou-se para não estar no foco da visão deles
- a momentos íntimos onde trocamos a farda, ocasiões onde a só com Deus revelamos nosso interior;
- fechando a porta choramos e nos derramamos diante de Deus;
- a falta desses momentos tem levados muitos a crises existenciais e depressões;
- Onde tem sido o seu Getsêmani?
b) Implora a ajuda, consolo e fortalecimento dos amigos
- em sua jornada atendeu vários pedidos, agora vivenciava a rejeição de sua solicitação;
- a momentos em que uma palavra, gesto ou atitude realiza um grande milagre;
- precisamos da simpatia mútua uns dos outros;
c) Vencidos pelo sono e insensíveis ao apelo do Mestre
- apesar de estarem ao lado de Jesus desconheciam a crise que ele enfrentava;
- o fato de Jesus em outras ocasiões ter conseguido escapar das perseguições, pode ter levado-os a terem uma falsa segurança;
- a sonolência provoca a morte espiritual, pois nos torna insensíveis;
d) Jesus prevaleceu ante a luta e agonia (mental, física e espiritual), sendo tentado em todas as áreas
- a receita é uma vida de vigilância, de exercício espiritual por meio da oração;
- os discípulos fraquejaram por causa da preguiça, inércia, falta de simpatia, egoísmo e negligência espiritual;
5. Lições:
a) O fato de ser intimo de Jesus não é sinônimo de possuir graça suficiente para vencer em tempos de provação ou mesmo de reconhecer a ameaça das crises;
b) Quantos dormem enquanto outros lutam pela sobrevivência;
c) Quantos de nós se põe a dormir quando outros atravessam a noite na solidão da inquirição da alma;
d) A insensibilidade espiritual conduz a um evangelho de fachada, uma vida infrutífera e a um destino de rejeição;
e) Quem está disposto a velar por seu próximo? Ser a sentinela? Colocar-se na brecha?
f) “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt 26.41)

CONCLUSÃO
Numa sociedade individualista e capitalista, poucos são aqueles ainda que nutrem alguma simpatia pelo próximo. Por isso que: (1) as almas estão sendo tragadas ao inferno, ante a inércia e insensibilidade da igreja; (2) que irmãos machucados têm-se evadido da igreja, manietados pela mágoa e falta de fé. Como sacerdócio real (1Pe 2.9) temos a responsabilidade de manter a vigília nesta última hora. E você! O que tem feito?

domingo, fevereiro 28, 2010

A GLÓRIA DO SENHOR ENCHERÁ ESTA CASA

2Cr 5.14

INTRODUÇÃO
O contexto retrata a história de um rei que trouxe grande fulgor a nação de Israel, foi 40 anos de riquezas e explendor. Diferente de seu pai, Deus lhe concedeu a honra de contruir o templo. Esta passagem registra a festa de dedicação do Templo, que muito tem a nos ensinar.

I. SE O TEMPLO ESTIVER CONSTRUÍDO
1. A Glória de Iahweh
a) Glória no hebraico “kabôd”, literalmente significa “pesar” ou “ser pesado”;
- a palavra hebraica para habitação ou presença de Deus é "Shekinah";
b) A nuvem que cercava a glória, manifestação visível de Deus (Êx 14.19; 19.9,16);
- a nuvem desceu no Tabernáculo no deserto (Êx 40.34-35);
- a nuvem desceu no Monte Sinai, na entrega do Decálogo (Êx 24.12-17);
2. O Templo de Salomão (1Rs 8.1-11)
a) Grandioso em riqueza e majestoso (1Rs 5.15,16)
- material empregado, mão-de-obra, 07 anos de construção; 2,5 a 5 milhões de dólares;
b) Planta similar a do Tabernáculo (átrio, lugar santo e santo dos santos);
c) Construído para ser a habitação de Deus (1Rs 5.3-5; 6.13);
d) Foi saqueado e totalmente destruído por Nabucodonosor em 587 aC (2Rs 25.8-17);
3. O Templo do Espírito Santo
a) Mas o altíssimo não habita em templos feitos por mão de homens (At 7.48);
b) Somos templos do Espírito Santo (1Co 6.19-20);
c) Pois onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles. (Mt 18.20);
d) A descida do Espírito Santo no Pentecoste (At 2.1-4).

II. SE EXISTIR OS SEGUINTES PRESSUPOSTOS
1. Santificação
a) O que é santificação?
- não é apenas separar-se do mundo, e sim viver no mundo de forma santa;
- é tornar-se sagrado, consagrar-se, fazer-se santo (Ap 22.11), compartinhando a santidade de Deus;
- é um dos requisitos para ver Deus, "segui a paz com todos e a santificação sem..." (Hb 12.14);
b) Sacrificando nossas vidas (Rm 12.1-2);
- o templo é lugar de sacrifícios de louvor, negando os desejos da carne (Ef 2.3);
- Salomão realizou numerosos sacrifícios (v.6);
c) Trazendo a Arca da Aliança para o Templo (5.2);
- sem ela o templo não tinha sentido, "Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação"(1Ts 4.3);
2. Adoração
a) Adoração – lit. “Prostrar-se”, Abodah (heb), Adoratio(lat), reverenciar, cultuar, atribuir valor, venerar;
- não de lábios mais de coração (Is 29.13; Mt 15.8);
b) O sacerdócio vestidos de linho fino adoravam ao senhor (2Cr 5.12);
- seus lábios entoavam um único louvor, pois não há relato de louvor estranho;
c) Adorando em Espírito e em verdade (Jo 4.23);
3. Oração
a) Uma vida de oração abre a porta para a vitória (Dn 6.10-11,16-23);
- orar: pedir, suplicar, rogar,
b) A oração é a chave do verdadeiro despertamento (At 1.12-14;2.1-4,37,41);
c) Meio de direcionar súplicas a Deus - fruto de um coração transformado;
d) A devoção deve ser a principal ocupação na vida do crente (v. 30);
e) Através dela demonstramos nossa dependência para com Deus;
f) Pouquíssimas são as coisas que não podem ser precedidas pela oração;
g) A prática deve ser constante - não apenas em momentos difícieis;
4. Coração quebrantado
a) E contrito (Sl 51.17; 34.18)
- na dedicação Salomão não pede nada para si e sim para o povo (2Cr 7.1,2)
b) Humildade - reconhecer que nada somos sem a presença de Deus (Rm 3.23);
c) Humildade no trato uns com os outros(1Pe 5.5,6);
d) Porque viver em humildade:
- serão honrados "...mas o humilde de espírito obterá honra" (Pv 29.23b);
- serão exaltados "Portanto, aquele que se tornar..." (1Pe 5.6);
- serão olhados "Ainda que o Senhor é..." (Sl 138.6);
- serão ouvidos "...Não se esquece do clamor dos aflitos" (Sl 9.12b);
e) Cristo é o exemplo supremo da humildade(Fp 2.5-8);
f) A humildade de Cristo o levou a suprema exaltação (Hb 1.9);
5. A nuvem de glória
a) Os sacerdotes não podiam ficar em pé para ministrar (2Cr 5.13,14).
b) Diante da glória do Deus o grandes alicerces estremessem (Is 6.4);
- a fumaça simbolizava a presença de Deus que era vista e sentida (Sl 18.7,8;97.2-5);
- era a mesma coisa que a nuvem, que encheu o Tabernáculo (Êx 40 e 34);
- tanto revelava como ocultava a presença de Deus (Lv 16.13);
- era representada pela fumaça do incenso que sempre estava no santuário de Jerusalém;
c) No antigo templo era transitória, porém no novo deve ser permanente

CONCLUSÃO
É possivel construir uma casa para ser morada de Deus. Antes tabernáculo, templo e hoje é nossas vidas. A sua tem sido a morada do altíssimo? A glória do Altíssimo que encher a sua vida!

domingo, janeiro 31, 2010

OLHAI PARA MIM

Is 45.22

INTRODUÇÃO
O contexto retrata a futura atuação de um gentio (Ciro) como libertador do povo que se encontraria cativo na Babilônia, fato que ocorreu em 539 a.C (Dn 5.30). Retrata também, a missão de Cristo e o resgate da humanidade, como veremos.

I. PARA MUDAR A HISTÓRIA DO MUNDO
1. A missão de Ciro (vv. 1-7)
a) Libertar o mundo do domínio babilônico (v. 1);
- um pagão chamado de ungido e também de servo-pastor (44.28);
- império Medo-Persa, seguido do grego, romano, europeu, Inglaterra, EUA,...;
- Ciro tomou a Babilônia, porém foi Dario que a demoliu;
b) Ser a mão que vingaria todas as atrocidades cometidas pelos babilônicos (v. 2);
- Deus no controle da vida humana, Ciro gozava do favorecimento de Deus;
c) Ciro seria um instrumento de Deus para libertar seu povo e custear a reconstrução do templo e da cidade (v. 13);
- não tinha consciência que era um vaso escolhido por Iahweh;
d) Possibilitar a vinda do Messias e até a existência da igreja;
- tido como tipo de Cristo, resgate do pecado e restauração do Reino;
2. A soberania de Deus
a) Deus é o poder por traz de todas as coisas (v. 5);
- Ciro atribuía as conquistas ao seu deus Marduque (protetor da Babilônia e dos gentios);
b) Ele é o criador de todas as coisas (vv. 6-7)
c) O homem agente moral cria a guerra, porém Iahweh traz a paz;
- o povo pela desobediência seria levado cativo, contudo estabeleceu a promessa de um libertador;
- assim foi no Éden, veio o pecado mais também houve a promessa de um libertador (Gn 3.15);
d) Ai daquele que contende com o seu Criador (vv. 9-13; Rm 9.20);
- o vaso escolhido era Israel, as demais nações cacos na mão do oleiro;
- quando Deus exalta os inimigos ficam contrariados;
- tentar impedir o agir de Deus é uma atitude ridícula;
3. A conversão dos pagãos.
a) O projeto de Deus é a Salvação Universal (v. 8)
- chuva é sinal de bênção que rega a terra seca e faz com que produza vida;
- Deus faz chover justiça que produz a salvação
b) As nações seriam vencidas e reconheceriam a soberania de Iahweh (vv. 14-15);
- na restauração as riquezas dos povos serão derramadas nas vidas dos justos;
c) A vergonha dos que persistirem na idolatria ante a salvação dos justos (vv. 16-17)
- nações gentílicas politeístas e cativas da idolatria, julgadas como rebeldes;
- assim será no juízo final, quando todos estarão perante Jesus Cristo;
d) Deus não abandona seu povo mesmo ante a infidelidade (vv. 18-19);
- Ele preza por sua Palavra e a faz cumprir;

II. PARA COMPREENDER O PLANO DA SALVAÇÃO
1. Existe uma promessa sendo oferecida
a) Promessa de Salvação, que é revelada e franqueada a todos (Jo 3.16);
- disponível e eficaz para aqueles que a recebem;
b) Salvação no AT significa livramento temporal de algum perigo;
- alude também à segurança, prosperidade e participação nas bênçãos do pacto;
- no sentido escatológico referençe a redenção da alma para a vida eterna
c) Salvos de que?
- do pecado que traz como consequência a morte eterna (Jo 10.10);
- só Jesus pode salvar, pois ele venceu a morte (1Co 15.26,55);
2. Só Deus pode oferecer
a) A filosofia do mundo é falsa, mais a Palavra revelada é veradeira (vv. 20-21)
- os gentios que sobrevivessem o juízo são convidados a abandonar a vida de pecado e seguir o verdadeiro Deus (v. 20-21);
- para herdar a salvação é preciso é preciso arrepender-se da vida pecaminosa (Rm 14.11);
b) Deus conclama o povo a confiar e a se aconselhar com Ele (v. 21);
- só Ele pode Salvar e quem pensa o contrário deve argumentar com Ele (Sl 37.5);
- só olhando para Deus, pois “Ele é o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14.6);

III. PARA HERDAR A VIDA ETERNA
1. Mudando o foco da visão
a) A visão do Evangelho é diferente da existento no mundo (Cl 3.1-4);
- olhando para cima, abolindo o materialismo e mundanismo;
- deixando os olhos de “frango” para obter visão de águia (At 26.19);
b) Com atitude de arrependimento (v. 22);
- teor da mensagem dos profetas, de Jesus e da igreja (primitiva e atual);
- a salvação ocorre por meio da fé e arrependimento ante a graça concedida por Deus (At 11.18);
- arrependimento é mudar de idéia de convicção, que reflete na mudança de comportamento;
c) Com aitude de fé no sacrifício substitutivo de Cristo;
- “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hb 1.1);
- o que é nascido de Deus vence o mundo pela fé (1Jo 5.4), crer no impossível, no sobrenatural;
- em meio ao caos devemos buscar sua revelação e descobrir o que é moralmente correto;
d) Com humildade
- reconhecer nossa impossibilidade ante a possibilidade trazida por Jesus (Rm 3.23);
- rejeitando o pecado, o mundo e suas concupsciencias (1Jo 2.16);
2. Aceitando a justiça
a) Pois “todo joelho se dobrará” e “toda lingua confessará” (v. 23);
- existe tanto uma salvação universal, como uma sujeição e confissão universal(Fp 2.10);
- alcançla o que há no céu, na terra e embaixo da terra;
b) Pois os descrentes serão envergonhados (v. 24);
c) Mas a nação santa, os justos, exultarão de alegria (v. 25);
- selada a história da humanidade (1Co 15.28);

CONCLUSÃO
Olhar para Deus é esquecer às aflições deste mundo (Jo 16.33) e acreditar na promessa de vida eterna garantida por Jesus (1Jo 5.11-12). É tornar-se um instrumento em Sua mão para mudar a história deste mundo. Onde você tem deixado a sua visão?